Pontos-Chave
- Acompanhar treinos de clientes não é sobre recolher dados. É sobre tomar decisões de programação mais inteligentes
- As folhas de cálculo funcionam para 3-5 clientes mas colapsam para lá disso
- Os dados que realmente importam: cargas usadas, RPE, sets completados vs. prescritos, e notas de exercícios
- O acompanhamento via WhatsApp e mensagens cria uma confusão dispersa que nunca vais organizar
- O melhor sistema é aquele que os teus clientes efetivamente usam. Se registar é uma chatice, não o vão fazer
- Dados de treino combinados com dados de atividade dão-te a imagem completa para decisões de programação
Índice
- Porquê Dar-se ao Trabalho de Acompanhar?
- As Quatro Formas Como os Treinadores Acompanham Treinos
- Que Dados Realmente Importam
- Usar Dados de Treino para Melhor Programação
- Perguntas Frequentes
Porquê Dar-se ao Trabalho de Acompanhar?
Podias simplesmente improvisar. Observar o cliente a treinar, ajustar no momento e seguir em frente. Muitos treinadores fazem exatamente isto.
O problema aparece na semana 8. O teu cliente agachou 70 kg ou 72,5 kg da última vez? Era suposto subir esta semana ou repetir? Não te lembras. Eles também não. Então adivinhas, e a adivinha é normalmente errada para um lado: demasiado conservadora (e estagnam) ou demasiado agressiva (e lesionam-se).
O acompanhamento de treinos dá-te um histórico de progresso. Diz-te o que funcionou, o que não funcionou e o que mudar. Sem isso, programas às cegas.
E se treinas clientes online ou hybrid, o acompanhamento não é opcional. Não consegues ver cada rep. Os dados têm de te dizer o que aconteceu.
As Quatro Formas Como os Treinadores Acompanham Treinos
1. Papel e Caneta / PDFs Impressos
Como funciona: Imprimes uma folha de treino, o cliente preenche durante a sessão, recolhes depois.
Vantagens: Zero tecnologia. Clientes que odeiam telefones adoram. Sem curva de aprendizagem.
Desvantagens: Agora tens uma pilha de papéis que nunca mais vais ver. Não podes pesquisar, comparar semanas, identificar tendências. Quando o cliente pergunta "quanto fazia no bench há 3 meses?" vais folhear dossiers.
Veredicto: Aceitável para treinadores apenas presenciais com menos de 5 clientes que gostam de arquivo.
2. Folhas de Cálculo (Google Sheets / Excel)
Como funciona: Crias um template. Cada cliente recebe um separador ou ficheiro. Registam treinos (ou tu por eles) e revês semanalmente.
Vantagens: Flexíveis, grátis, podes criar fórmulas para calcular volume, progressive overload e tendências. Ótimo para entusiastas de dados.
Desvantagens: Deterioram-se rapidamente. Com 10+ clientes, geres dezenas de separadores. Os clientes odeiam abrir folhas de cálculo no telemóvel entre sets. Uma eliminação acidental apaga um mês de dados. Sem experiência mobile amigável. E passas os domingos à noite a copiar fórmulas em vez de descansar.
Veredicto: Funciona para 3-5 clientes. Torna-se um segundo emprego depois.
3. WhatsApp / Mensagens
Como funciona: Os clientes enviam-te resultados do treino, fotos do registo ou notas de voz após o treino.
Vantagens: Os clientes já estão no WhatsApp, zero fricção. Recebes atualizações em tempo real.
Desvantagens: É aqui que os bons dados vão morrer. Registos de treino enterrados entre memes, mudanças de horário e "vou 5 min atrasado". Sem estrutura. Sem pesquisa. Sem forma de comparar semana a semana sem percorrer centenas de mensagens. E boa sorte a encontrar aquele número de bench press de fevereiro.
Veredicto: Ótimo para comunicação. Terrível para acompanhamento.
4. Apps de Coaching Dedicadas
Como funciona: Constróis o treino na app, o cliente regista sets e reps durante a sessão, e os dados fluem para um painel que revês a qualquer momento.
Vantagens: Tudo num só lugar. Os clientes registam no telemóvel (que seguram entre sets de qualquer forma). Vês resultados em tempo real. O progressive overload é acompanhado automaticamente. Funciona para 5 clientes ou 500.
Desvantagens: Há um custo, e os clientes precisam de adotar uma nova app. Alguns treinadores preocupam-se com a curva de aprendizagem.
Veredicto: A única opção que escala. Para lá de um punhado de clientes, é onde precisas de estar.
Que Dados Realmente Importam
Nem todos os dados de treino são igualmente úteis. Eis o que registar e porquê.
Dados Obrigatórios
Carga (peso usado) - A base do progressive overload. Se não sabes o que levantaram da última vez, não podes programar a próxima vez de forma inteligente.
Reps completadas - Não as prescritas, as reais. Se programaste 8 e fizeram 6, isso diz algo. Se fizeram 12, diz algo diferente.
Sets completados - Terminaram os 4 sets todos ou cortaram para 3? A adesão ao volume importa para acompanhar fadiga e compromisso.
RPE (Rate of Perceived Exertion) - Uma escala simples de 1-10 que capta quão difícil o set pareceu. Dois clientes podem agachar 80 kg por 5 reps, mas se um classifica RPE 7 e o outro RPE 9, a próxima semana é muito diferente para cada um.
Bom Ter
Tempos de descanso - Útil para clientes focados em conditioning ou treino cronometrado.
Notas específicas por exercício - "O joelho esquerdo estava tenso", "o grip cedeu antes das costas", "senti-me ótimo hoje." Estas notas qualitativas frequentemente explicam os números.
Tempo - Se prescreves tempo work, o registo mantém os clientes honestos.
Duração da sessão - Ajuda a perceber se os treinos estão a demorar demasiado (ou pouco).
Dados Que NÃO Precisas
Cada warm-up set - É ruído. Regista apenas working sets.
Frequência cardíaca durante treino de força - A menos que programmes especificamente para zonas cardíacas, adiciona complexidade sem insight.
Estimativas de calorias queimadas - Notoriamente imprecisas e não acionáveis para programação.
Usar Dados de Treino para Melhor Programação
Dados sem ação são apenas armazenamento. Eis como transformar registos em melhores programas.
Deteta Estagnação Antes do Cliente
Se o bench press está parado no mesmo peso há 3 semanas consecutivas, não precisas de esperar pela queixa. Vês no registo e ajustas: mudas o rep scheme, adicionas uma variação ou modificas o volume.
Gere a Fadiga
Quando o RPE nos exercícios compostos começa a subir mantendo as cargas iguais, a fadiga acumula-se. Hora de uma semana de deload ou redução de volume. Sem dados de RPE, não vais notar até o cliente estar esgotado ou lesionado.
Valida a Tua Programação
A nova progressão de squat funcionou? Compara os dados de 6 semanas. Cargas subiram, RPE estável, cliente não faltou: abordagem correta. Cargas estagnaram, RPE disparou: exageraste. Os dados dizem-te, sem adivinhar.
Combina com Dados de Atividade
Os registos de treino mostram o que aconteceu no ginásio. Mas e o jogo de basquetebol na terça, a caminhada no sábado, ou a deslocação de bicicleta que adiciona 45 minutos de cardio diário?
Quando combinas acompanhamento de treinos com acompanhamento completo de atividade de clientes, finalmente vês a imagem completa. É a diferença entre programar com informação parcial e programar com base em tudo.
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Perguntas Frequentes
Qual a melhor forma de acompanhar treinos de clientes?
Uma app de coaching dedicada é o método mais eficaz para além de 3-5 clientes. Dá aos clientes uma forma mobile-friendly de registar durante sessões, automatiza o acompanhamento de progressive overload e mantém todos os dados num lugar pesquisável. As folhas de cálculo funcionam para poucos clientes mas não escalam.
Que dados de treino devem os treinadores acompanhar?
Foca-te em quatro coisas: carga (peso), reps completadas (não apenas prescritas), sets completados e RPE (escala 1-10). Estes quatro pontos dão tudo para decisões de programação inteligentes. Acrescenta notas de exercícios para contexto.
Como faço os clientes registarem os treinos?
Torna o mais fácil possível. Uma app no telemóvel que podem usar entre sets ganha a uma folha de cálculo que têm de abrir no portátil depois. Mantém o registo simples, apenas o essencial, e mostra que usas os dados. Quando os clientes veem que te referes aos números da semana passada para ajustar esta semana, percebem porque o registo importa.
Fontes
- Helms, E.R., et al. (2016). "Application of the Repetitions in Reserve-Based Rating of Perceived Exertion Scale for Resistance Training." Strength and Conditioning Journal, 38(4), 42-49.
- Zourdos, M.C., et al. (2016). "Novel Resistance Training-Specific Rating of Perceived Exertion Scale Measuring Repetitions in Reserve." Journal of Strength and Conditioning Research, 30(1), 267-275.
- American College of Sports Medicine (2009). "Progression Models in Resistance Training for Healthy Adults." Medicine & Science in Sports & Exercise, 41(3), 687-708.